Recuperação de Tubagem por Rebentamento

O processo de recuperação de tubagem por rebentamento consiste na instalação de um novo tubo no local onde já existe um outro. Hoje em dia há já muitas condutas, com as mais diversas finalidades – colectores de esgoto, condutas de água, de gás, etc. - num estado de degradação avançado. Estas condutas têm que ser renovadas, correndo, caso não o façam, as entidades que as exploram / possuem, o risco, de se depararem com rupturas constantes, que se tornam perigosas, dispendiosas e trazem inúmeros incómodos aos utentes (quer particulares, quer empresas). A solução é a instalação de novas condutas. Para tal existem duas hipóteses: a instalação de um novo tubo recorrendo ao sistema tradicional da vala aberta, ou a instalação sem abertura de vala.

O processo de instalação do novo tubo sem abertura de vala

Uma vez identificado o troço a recuperar são realizados no início e no fim deste dois poços de acesso, um de entrada outro de saída.

A imagem mostra os dois poços a realizar, sendo que o trânsito de peões e automóveis se mantêm. O troço a recuperar pode ter um comprimento superior a 400 metros dependendo do diâmetro do tubo existente e a instalar, sendo o normal um comprimento até 100 metros.

Uma vez realizados os poços de acesso é instalada a máquina num deles. A máquina passa uma “cabeça guia” desde uma extremidade da conduta existente até à outra.

Poço de saída: Chegada da “cabeça guia”

Assim que a “cabeça guia” se encontra na extremidade oposta à da máquina esta é desmontada para dar lugar às lâminas de corte e à cabeça expansora que vai encabeçar e puxar o tubo.

O tipo de lâminas a utilizar é escolhido consoante o tipo de tubo existente. Há lâminas para tubos em PVC, PEAD, Grés, Aço, Ferro, etc.. Atrás das lâminas está a cabeça expansora que é ligeiramente maior que o tubo a instalar.

O método de recuperação de tubagem requer a utilização de tubo em PEAD (Polietileno de Alta Densidade) ou em ferro fundido com junta travada. Este tipo de tubo é de um material extremamente resistente e duradouro. Podem ainda em casos específicos ser utilizados outros tipos de tubo.

Uma vez instalado este equipamento a máquina que se encontra no poço oposto (poço de entrada) vai puxá-lo. As lâminas, que vão em primeiro lugar, (A) cortam o tubo existente; a cabeça expansora (B), como o próprio nome indica, expande o buraco e seguidamente vai o tubo que é automática e simultaneamente instalado.

O diâmetro do tubo a instalar pode ser inferior, igual ou superior (normalmente um ou dois tamanhos acima) ao existente. No entanto esta relação depende do tipo de terreno, da profundidade a que se está a trabalhar e do tipo de tubo existente. De uma maneira geral o novo tubo (C) tem um diâmetro nominal superior ao tubo existente (diâmetro nominal seguinte: Exemplos: existente Ø 250 – novo Ø 280; existente Ø 400 – novo Ø 450).

Quando as lâminas, a cabeça de expansão e o tubo chegarem ao poço de entrada está concluída a recuperação do tubo antigo. Agora há que desmontar o equipamento e fazer as ligações pertinentes.

Esta operação demora normalmente um dia ou até menos. Este método apresenta muitas vantagens face à vala aberta:

  • Muito mais rápido;
  • Não necessita reposição de pavimento;
  • Não necessita movimentação de terras;
  • Não há transporte a vazadouro;
  • Mais seguro para trabalhadores, peões e veículos;
  • Menos incómodos às populações;
  • Não há corte de trânsito em cruzamentos nem entradas de casas e garagens;
  • Entre outras específicas de cada trabalho.
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